quinta-feira, 24 de março de 2011

Again*

És um bicho(: <3
Lá estava ela sentada no jardim de olhos postos no horizonte, tinha o sol a bater-lhe nos seus cabelos longos e negros, tinha os olhos com lágrimas e tinha vontade de chorar mas por alguma razão que nem ela sabia as lágrimas já não corriam, isso tinha deixado de acontecer assim como a esperança tinha desaparecido, assim como o seu sorriso se tinha desvanecido no último pôr-do-sol que ambos partilharam ou na última noite em que se abraçaram. E um dia sabia que se ia rir de tudo o que estava a passar naquele momento mas quando chegaria esse dia visto que o sofrimento, a dor no peito e a mágoa teimavam em permanecer. E ali, sentada no banco de jardim adormeceu e tudo voltou, ele estava ali do lado dela a desfrutar da brisa tal como ela o fazia, estava de mãos dadas o que ele tinha prometido fazer e não cumprira, estava lá com o seu sorriso, o seu toque e as suas palavras meigas, ele estava do lado dela a prometer não a deixar. E com a sua voz suave dissera “estou aqui princesa, estou aqui de novo” e ela estava de novo feliz, radiante e não tencionava virar costas ao seu homem, aquele porque tanto aguardara. Juntos recordaram as zangas parvas, ou os ciúmes ridículos e infundados, as gargalhadas trocadas, os abraços ou o simples silêncio quando estavam juntos, voltaram a sentir o quão bom é amar e ser amado. Recordaram o facto de ambos terem sido teimosos e precisamente quando pensavam um no outro e desejavam tocar-se não o diziam e escondiam um do outro e como isso poderia ter feito perder o amor deles ou pelo facto de desejarem arrancar do peito o coração e deitá-lo fora e talvez toda a dor passasse como por magia. Ele disse: “desculpa ter-te feito sofrer tanto quando não merecias, desculpa ter-te deixado quando mais deixavas que eu ficasse. Eu queria mas não consegui, já não consigo estar longe de ti”. Ela cedeu e deixou as palavras saírem, o que ela tinha prometido quebrou-se e ela falou: “desculpa não ter feito o suficiente, mas eu estive lá mesmo tu dizendo que não gostavas de mim, eu teimei em lá ficar quando não me querias do teu lado”. E foi então que o bater forte dos corações ecoou e os juntou finalmente, os lábios tocaram-se levemente, a respiração acelerou, as mãos entrelaçaram-se com força, ambos desejaram sentir aquilo para sempre, aquele momento era inesquecível e não queriam quebrá-lo. Não queriam deixar-se, desaparecerem da vida um do outro novamente e desabarem os mundos quando era forte e único quando dependia dos dois para serem felizes. Alguém tinha de falar e ela fê-lo “eu amo-te, tu amas-me, não queria nada disto para nós, éramos felizes e tu quebras-te isso. Tu deixaste-me sem base, sem ombro e sem mão. Porque era isso que tu eras, a minha base para tudo, o meu ombro para onde corria e a mão que eu apertava quando queria chorar e fugir de tudo. Eu sabia que se me amasses voltavas. Mas agora não vai ser assim, eu não vou jogada fora de novo, não vou ser a segunda escolha nem para onde corres porque o que querias afinal já não queres. Agora luta e mostra-me que acreditas nisto tanto quanto eu, luta como se hoje fosse o último dia da tua vida. Luta como eu lutei quando pedias para te virar costas, luta como eu lutei quando me deixaste sozinha. Luta para apagar esta dor que continua cá. Luta e prova-me que eu tinha razão quando dizia a quem queria ouvir que és o meu príncipe e tu sempre quiseste, prova-me que nunca estive enganada”. Ele ouviu, doeu-lhe mas sabia que ela tinha razão, sabia que tinha errado, que chegara a hora de escolher e ele já tinha escolhido errado uma vez e não o podia fazer de novo, sabia que na próxima já ela não estaria lá e ele não queria uma próxima. “eu vou lutar por ti, vou provar-te que nunca vivemos uma ilusão e o nosso lugar é lado a lado”, ela sorriu-lhe como ele sempre amara, levantou-se, beijou-lhe a testa e apenas pronunciou “eu espero, eu disse-te e repito eu espero. Espero que me mostres aquilo que sentes”. Agora estava nas mãos dele e ele não desistiria até tê-la de novo nos seus braços. E ela sabia que estariam de novo juntos porque um amor assim não merece menos do que a felicidade.

Mesmo depois de dizerem “segue em frente” eu estou aqui não estou? Eu mantive-me aqui mesmo desejando desistir. Mas sabes o que preciso agora? LUTA! Preciso mais do que aquilo que estás a fazer agora, num momento apareces e fazes-me feliz, no outro abandonas-me e esqueceste de mim. Não continues a pedir-me que permaneça cá, mostra-me que é isso mesmo que tu queres. Amo-te mas sei que amanha ao acordar posso já não te querer do meu lado. Saiu “daqui” com uma certeza: Amo-te e não quero desistir. Digo-te que tenho saudades e tu não és capaz de o dizer, mostro-te mais do que aquilo que alguém merece e tu não dás nada em troca. Mais do que me teres deixado naquela tarde dói agora porque nem eu sei o que tu queres.


Quem me dera que o sonho fosse a realidade! Porque o amanhã pode não chegar e tu podes não ter tempo para fazer o que querias. 

É por ti que o coração bate incessantemente, é por ti que a minha barriga fervilha, é por ti que cresce o maior sorriso e é por ti que tremo. É a ti que desejo abraçar quando chegar a casa, é a ti que desejo ter à porta de braços abertos. É a ti que quero ver. Já chega disto?$:  {não foi ao acaso o laranja (: } 

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me ;)

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Sou cheia de manias. Tenho carências insolúveis. Sou teimosa. Hipocondríaca. Raivosa, quando sinto-me atacada. Não como cebola. Só ando no banco da frente dos carros. Mas não imponho a minha pessoa a ninguém. Não imploro afeto. Não sou indiscreta nas minhas relações. Tenho poucos amigos, porque acho mais inteligente ser seletivo a respeito daqueles que você escolhe para contar os seus segredos. Então, se sou chata, não incomodo ninguém que não queira ser incomodado. Chateio só aqueles que não me acham uma chata, por isso me querem ao seu lado. Acho sim, que, às vezes, dou trabalho. Mas é como ter um Rolls Royce: se você não quiser ter que pagar o preço da manutenção, mude para um Passat.