Era uma vez uma menina que estava a passear pela praia. Era a praia que lhe trazia muitas recordações, pois passou ali vários bons momentos com a pessoa que amava. Ia sozinha, de cabeça baixa, triste. Já estava assim à uns tempos. Até que, a certa altura do seu passeio, tropeçou em algo e quase que caía. Quando foi ver o que era, ficou perplexa... Era um coração! Estava desfeito, partido, sem cor, mal-tratado, sem amor. Até que a menina pôs a mão no seu peito e tinha um buraco no lugar do coração. Foi aí que percebeu que o coração que estava no chão era o dela, e que o tinha ali perdido quando a pessoa que amava a deixou ali sozinha e nunca mais quis saber dela. Nem uma mensagem, nem um telefonema, nada de nada. Ela nem se tinha apercebido que o tinha ali deixado, porque a partir daquele momento de abandono, ela deixou de nutrir sentimentos fosse pelo que fosse, pois não queria sofrer mais.
Mas ela ao ver o seu coração ali, todo desfeito, derramou uma lágrima e sentiu saudades. Saudades de viver o amor. Porque o amor, apesar de fazer sofrer (e muito), tem de ser vivido sempre, por mais desilusões que tenhamos. Sem amor não há vida, e é o amor, os sentimentos, e a nossa capacidade de sentir e amar as pessoas que nos distinguem dos animais. Amar é viver, e aquela menina naquele momento limpou as lágrimas, pegou no coração e meteu-o ao peito. Pegou no telemóvel, e mandou uma mensagem à pessoa que mais gosta, escrevendo: "Após tanto tempo, encontrei o meu coração. Estava todo desfeito, coitado. Mas voltei a metê-lo no peito, e quando começou a bater de novo senti-me viva e com vontade de amar. Tenho muitas saudades tuas. Queres voltar a amar comigo? Sei que já passou muito tempo, e seguiste a tua vida. Mas eu gosto muito de ti, e se quiseres voltar 4 anos no tempo, basta dizeres que sim. Adoro-te". No fim, enviou a mensagem e esboçou um sorriso. A tal menina que já nem sequer sorria, tropeçou no seu coração e ganhou vontade de amar, lutar e ser feliz.
Nunca desistam, porque podem tropeçar na vossa felicidade a qualquer momento.
"Ele dava-lhe a mão e sorria muito, porque se sentia muito feliz ao lado dela. Ela sabia que os rapazes só sorriem muito quando estão apaixonados e, pela primeira vez, desejou que isso acontecesse." - A Rapariga Que Perdeu o Coração, Margarida Rebelo Pinto.
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me ;)
Sou cheia de manias. Tenho carências insolúveis. Sou teimosa. Hipocondríaca. Raivosa, quando sinto-me atacada. Não como cebola. Só ando no banco da frente dos carros. Mas não imponho a minha pessoa a ninguém. Não imploro afeto. Não sou indiscreta nas minhas relações. Tenho poucos amigos, porque acho mais inteligente ser seletivo a respeito daqueles que você escolhe para contar os seus segredos. Então, se sou chata, não incomodo ninguém que não queira ser incomodado. Chateio só aqueles que não me acham uma chata, por isso me querem ao seu lado. Acho sim, que, às vezes, dou trabalho. Mas é como ter um Rolls Royce: se você não quiser ter que pagar o preço da manutenção, mude para um Passat.
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