Estava ela na janela, encostada ao vidro, a vê-lo ganhar humidade com a sua respiração, a ver a forte chuva a preenche-lo, e a pensar “era tão bom sentir-te aqui”, e foi então que o telemóvel tocou e do outro lado ouviu “anda ter comigo”, ela não queria acreditar, desejava não acreditar, teria sido melhor nem ter atendido porque ela correu para os braços dele.
Chovia como há muito já não se via igual, e ali estava ele de braços abertos para ela. E foi então que os braços se enrolaram um no outro como se não houvesse mais ninguém em redor, como se o amanhã tivesse deixado de existir, sentiram o cheiro um do outro, sentiram a respiração um do outro, e permaneceram unidos durante um instante, aquele instante…
Lado a lado caminharam, riram, conversaram como há muito não o faziam, sorriram e viram o brilho nos olhos um do outro, e “fugiram” da chuva, deram as mãos e um toque de pele fez que acontecesse, depois de tanto tempo, depois de terem deixado de ouvir a voz um do outro, terem seguido caminhos diferentes ali estavam eles, com os lábios próximos, o toque, cheiro, a pele tudo se mantinha. Era um sonho? Não, não era! Estava a acontecer novamente, ironia do destino, ou amor?
Deram as mãos e assim andaram durante mais algum tempo, trocando confidências, desabafos, alegrias e tristezas, saudade, ou simplesmente a falta dela. Mas tinha chegado a hora, hora da despedida. “dorme bem, até amanhã”.
E o amanhã voltou, veio a noite e ele lá estavam juntos novamente, e foi então que debaixo de chuva ele cantou, cantou a “tal música” : I can't believe you're gone and, You still live in me, I feel you in the wind , (QUEM DISSE QUE ESQUECI?! ) . Era um amor de crianças, ou talvez até não, apenas cometemos erros, erros esses que foram irremediáveis, incuráveis, deixaram a mágoa e a tristeza.
Foi um sonho tornado realidade, agora resta-lhe lembrar o sorriso lindo, o brilho nos olhos, ou o vício dele de fazer “o tal gesto com os dedos”, ela ainda não esqueceu a primeira vez que ouviu a música naquela camioneta, achavas que tinha esquecido? Lembro mais do que aquilo que possas pensar!
E desde aí, seguiram caminhos diferentes, o destino assim quis, ELES assim o quiseram! Se calhar foram fracos, tinham mais para dar do que aquilo que julgavam, ou pura e simplesmente não havia o que era preciso “AMOR”. Queres uma inconfidência, um segredo, um desabafo? Ela ainda o ama, mais do que qualquer outra coisa, uma história sem fim.
Ela é feliz sabendo que ele é feliz! Se calhar não tinha de dar, ou será que não fizeste a força necessária?
"O nome do maior dos inventores: acaso." – um dia destes publico um livro :b
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me ;)
Sou cheia de manias. Tenho carências insolúveis. Sou teimosa. Hipocondríaca. Raivosa, quando sinto-me atacada. Não como cebola. Só ando no banco da frente dos carros. Mas não imponho a minha pessoa a ninguém. Não imploro afeto. Não sou indiscreta nas minhas relações. Tenho poucos amigos, porque acho mais inteligente ser seletivo a respeito daqueles que você escolhe para contar os seus segredos. Então, se sou chata, não incomodo ninguém que não queira ser incomodado. Chateio só aqueles que não me acham uma chata, por isso me querem ao seu lado. Acho sim, que, às vezes, dou trabalho. Mas é como ter um Rolls Royce: se você não quiser ter que pagar o preço da manutenção, mude para um Passat.
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